Skip to content

Juiz reforça ordem de prisão de Cachoeira por dívida de pensão alimentícia

O valor de cada parcela de pensão alimentícia é de 120 salários mínimos, o equivalente a R$ 182 mil mensais


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 28/11/2025 - 14:41

Cachoeira
Cachoeira pode ser preso a qualquer momento pela Polícia Civil

O juiz Liciomar Fernandes da Silva, da 6ª Vara de Família de Goiânia, reforçou a ordem de prisão contra o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, por dívida relativa ao pagamento de pensão alimentícia para a ex-mulher, Andressa Mendonça. O acordo que o empresário buscava judicialmente, para parcelar a dívida de R$ 1,75 milhão, não avançou e o magistrado determinou que a Polícia Civil cumpra o mandado. As informações são da jornalista Fabiana Pulcineli, em seu blog, no jornal O Popular.

O juiz determinou envio de ofício à Delegacia de Capturas da Polícia Civil e o cumprimento do mandado com urgência.

O valor de cada parcela de pensão alimentícia é de 120 salários mínimos, o equivalente a R$ 182 mil mensais. A prisão tem prazo de 70 dias.

Cachoeira foi condenado em seis processos judiciais. O último deles foi em 2024, por vantagens indevidas ao ex-desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO) Júlio César Cardoso de Brito. Ele também foi o pivô da cassação do ex-senador goiano Demóstenes Torres, em 2012.

Desembargador
Em janeiro de 2024, Cachoeira foi condenado no processo envolvendo o ex-desembargador do TRT-18. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), foram dadas vantagens indevidas ao ex-desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO) Júlio César Cardoso de Brito, que variaram desde viagens internacionais até pagamento de dívida de compra de automóvel de luxo, em troca de benefícios à organização criminosa de Cachoeira.

A decisão é do juiz federal substituto Gilson Jader Gonçalves Vieira Filho, da 11ª Vara Federal Criminal de Goiás. Também foram condenados com a mesma pena, por corrupção passiva: o ex-desembargador do trabalho Júlio César e um dos principais assessores de Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz.

A denúncia do MPF diz que Júlio, quando ainda exercia o cargo de desembargador, recebeu vantagens indevidas do grupo criminoso liderado por Cachoeira, como “ingressos para camarote em show artístico, garrafas de bebidas caras e empréstimo de automóvel importado de luxo, passando por viagens internacionais (passagens e hospedagens), até pagamento de dívida decorrente da compra de automóvel”.

Na época dos fatos, o ex-desembargador Júlio César foi aposentado compulsoriamente. Posteriormente, foi condenado pela Justiça Federal à perda da aposentadoria.

 

Avatar

O Tribuna do Planalto, um portal comprometido com o jornalismo sério, ágil e confiável. Aqui, você encontra análises profundas, cobertura política de bastidores, atualizações em tempo real sobre saúde, educação, economia, cultura e tudo o que impacta sua vida. Com linguagem acessível e conteúdo verificado, a Tribuna entrega informação de qualidade, sem perder a agilidade que o seu dia exige.

Pesquisa