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Morre Dolly Parton, voz de “Jolene” e lenda da música mundial

Cantora tinha 80 anos, vendeu mais de 100 milhões de discos e deixou sucessos que atravessaram diferentes gerações


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 25/08/2026 - 15:25

Morre Dolly Parton, voz de “Jolene” e lenda da música mundial
(Foto: Jason Kempin)

A música perdeu uma de suas vozes mais marcantes. Dolly Parton, intérprete do clássico “Jolene” e autora de “I Will Always Love You”, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A morte foi confirmada pela família, que não divulgou a causa.

Com os cabelos loiros volumosos, roupas brilhantes e uma personalidade bem-humorada, Dolly construiu uma imagem imediatamente reconhecida em diferentes partes do mundo. Por trás do visual extravagante estava uma compositora responsável por cerca de 3 mil canções e por uma carreira que durou quase seis décadas.

Dolly nasceu em janeiro de 1946, em uma família pobre do Tennessee, nos Estados Unidos. Ela começou a cantar ainda criança e, aos 13 anos, já se apresentava em programas de rádio. A ascensão nacional começou na década de 1960, depois de sua parceria com o cantor e apresentador Porter Wagoner.

O sucesso definitivo veio nos anos seguintes. “Jolene”, lançada em 1973, tornou-se uma das canções mais conhecidas da música country e ganhou regravações de artistas de diferentes estilos. Em 2024, Beyoncé apresentou uma nova interpretação da música no álbum Cowboy Carter.

Dolly também escreveu e gravou “I Will Always Love You” em 1974. Quase duas décadas depois, Whitney Houston levou a composição a uma nova geração ao interpretá-la no filme O Guarda-Costas.

Uma carreira além do country

Ao longo da trajetória, Dolly Parton vendeu mais de 100 milhões de discos, ganhou 11 prêmios Grammy e colocou 25 músicas no topo da parada country dos Estados Unidos.

A cantora foi incluída no Country Music Hall of Fame em 1999. Em 2022, entrou para o Rock & Roll Hall of Fame, embora inicialmente tenha resistido à homenagem por considerar que sua produção estava mais ligada ao country.

A artista também conquistou espaço no cinema, com atuações em filmes como Como Eliminar Seu Chefe e Flores de Aço. No mundo dos negócios, criou o Dollywood, parque temático instalado no Tennessee que se tornou uma das principais atrações turísticas da região.

Milhões de livros para crianças

Fora do entretenimento, Dolly construiu um trabalho filantrópico voltado à alfabetização. Por meio do projeto Imagination Library, fundado em 1995, milhões de livros foram entregues gratuitamente a crianças.

Durante a pandemia, a cantora doou US$ 1 milhão para pesquisas da Universidade Vanderbilt relacionadas à vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Moderna.

Dolly foi casada durante quase 60 anos com Carl Dean, morto em 2025. Embora fosse casado com uma das mulheres mais famosas dos Estados Unidos, ele evitava aparições públicas e manteve uma rotina distante da indústria do entretenimento. O casal não teve filhos.

Madrinha de Miley Cyrus, Dolly dividiu músicas, programas e apresentações com a artista. Ela deixa um repertório que atravessou estilos e gerações e fez da menina criada nas montanhas do Tennessee uma das maiores personagens da música mundial.

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Redação Tribuna do Planalto

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