Uma mulher de Goiânia foi vítima do chamado “golpe das missões”, uma fraude investigada pela Polícia Civil que já causou prejuízos milionários. A vítima depositou R$ 200 mil em uma plataforma falsa que prometia dinheiro fácil em troca de tarefas simples, como curtir fotos em redes sociais ou avaliar estabelecimentos. A suposta carteira digital apresentava um saldo inexistente, criando uma ilusão de lucro para enganar as vítimas.
De acordo com a delegada Marcella Orçai, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), os golpistas usavam as redes sociais para atrair vítimas com promessas de ganhos rápidos. “Inicialmente, eles pagavam pequenos valores para conquistar a confiança, mas, na sequência, exigiam depósitos maiores para liberar um saldo fictício que nunca existiu,” explicou a delegada.
As vítimas eram incentivadas a fazer depósitos adicionais sob o argumento de que poderiam dobrar os valores ou liberar o suposto saldo acumulado. “Era um ciclo vicioso. A vítima depositava R$ 5 mil para tentar resgatar R$ 50 mil, mas nunca recebia nada. Cada tentativa de saque gerava novas cobranças,” detalhou Marcella.
Na última terça-feira (12), a Polícia Civil de Goiás, em parceria com a Polícia Civil de São Paulo, realizou uma operação que resultou na prisão de 16 suspeitos e no cumprimento de mandados de busca em São Paulo, Embu das Artes, Guarulhos e Diadema. As investigações apontaram que a quadrilha usava empresas de fachada para movimentar o dinheiro e dificultar o rastreamento das transações.
Uma das empresas envolvidas acumulava quase 7 mil reclamações no site “Reclame Aqui”, com queixas relacionadas a depósitos em plataformas de jogos online. Os líderes do esquema aumentaram o capital social de uma das empresas de R$ 2 mil para R$ 6 milhões em apenas um ano e abriram outras quatro empresas no exterior para mascarar as operações fraudulentas.
A delegada Marcella Orçai alerta para que a população desconfie de promessas de dinheiro fácil, principalmente quando envolvem depósitos antecipados ou pagamentos para resgatar valores. “É importante estar atento e denunciar às autoridades para evitar que outras pessoas sejam prejudicadas,” destacou.














