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Pesquisa aponta Goiânia entre as piores avaliações na saúde entre as capitais brasileiras

Instituto Veritá mostra que os três serviços de saúde mais mal avaliados em Goiânia têm notas abaixo de 3,0


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 09/01/2026 - 14:40

Além de serviços de saúde na lanterna, prefeito Sandro Mabel ocupa a quarta pior posição entre gestores de capitais brasileiras (Foto: Divulgação)

Goiânia está entre as capitais brasileiras com pior avaliação da assistência à saúde, ao concentrar notas baixas exatamente nos mesmos serviços críticos que colocam outras grandes cidades no grupo de pior desempenho nacional. Levantamento do Instituto Veritá, realizado entre os dias 1 a 20 de dezembro de 2025, mostra que a capital goiana repete o padrão negativo observado apenas em Brasília, Fortaleza, João Pessoa e Natal.

Os três serviços de saúde com pior avaliação pelos goianienses são assistência odontológica, que recebeu nota 2,8, apoio ao tratamento de dependência química, com 2,9, e exames de maior complexidade, cirurgias e transferências de pacientes, avaliado com 3,1.

Na comparação com as capitais que também têm esses serviços entre os piores avaliados, Goiânia mantém desempenho crítico. Em assistência odontológica, a nota 2,8 é semelhante à de Brasília (2,7) e Natal (2,9).

No apoio ao tratamento de dependência química, a capital registra 2,9, abaixo de João Pessoa (3,4). Já em exames de maior complexidade, cirurgias e transferências, a nota 3,1 supera Brasília (2,5), Fortaleza (2,9) e Natal (2,5), mas ainda mantém Goiânia no grupo de pior avaliação da assistência à saúde.

A Tribuna do Planalto solicitou posicionamento à Prefeitura de Goiânia e aguarda retorno.

Gestão Sandro Mabel

O desempenho dos serviços públicos ocorre em um contexto de baixa aprovação da gestão municipal. No ranking nacional de avaliação dos prefeitos, Sandro Mabel (UB) aparece como o quarto prefeito pior avaliado entre as capitais brasileiras, com 34,5% de aprovação e nota média 4,0. O resultado coloca Goiânia à frente apenas de Campo Grande, Manaus e Rio Branco.

O levantamento mede o percentual de cidadãos que aprovam ou desaprovam a gestão municipal, além de atribuir uma nota média ao desempenho do prefeito à frente da administração. Mabel não figura entre os dez gestores mais bem avaliados do país e integra o bloco inferior do ranking nacional.

Melhores áreas

Apesar do desempenho negativo na assistência à saúde, Goiânia apresenta avaliações mais favoráveis em áreas operacionais da gestão.

Segundo levantamento do Instituto Veritá, as três áreas mais bem avaliadas da capital são defesa civil (5,4), segurança pública (5,2) e limpeza urbana e zeladoria (4,8).

A pesquisa também mostra que os melhores serviços são abastecimento e qualidade da água (5,8), iluminação pública (5,6) e monitoramento por câmeras (5,5). Nos casos de iluminação pública e videomonitoramento, os resultados de Goiânia superam a média geral.

Levantamento

O Instituto Veritá ouviu mais de 100 mil pessoas, em todas as capitais, entre os dias 1º e 20 de dezembro de 2025. Cada entrevistado respondeu especificamente sobre a cidade em que vive. A margem de erro varia entre 2% e 3%.

O estudo avalia 51 serviços municipais e a gestão do prefeito, somando 52 indicadores, organizados em 18 áreas e consolidados a partir de 91 temas considerados prioritários pela população, como transporte público e educação, por exemplo, além da avaliação dos gestores.

Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/pesquisa-nacional-coloca-goiania-entre-as-piores-gestoes-do-pais-em-2025/

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