Conforme o relatório, nas vinculações obrigatórias, o município superou os limites constitucionais para saúde e está abaixo da meta para educação. Na Saúde, foram aplicados R$ 1,07 bilhão, equivalentes a 21,32% da receita, acima do mínimo de 15%.
Na Educação, os investimentos alcançaram R$ 1,04 bilhão, o que equivale a 20,51%, abaixo do mínimo obrigatório. Para alcançar os valores mínimos, o prefeito Sandro Mabel (UB) enviou à Câmara Municipal um projeto de lei para conceder gratificação aos servidores da pasta, com valores que chegam a R$ 10 mil.
Gastos com pessoal
O relatório também detalha que a Prefeitura de Goiânia comprometeu no período 40,6% da Receita Corrente Líquida (RCL) com despesas de pessoal até o 5º bimestre de 2025, índice considerado confortável pelas regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O percentual resulta de R$ 3,50 bilhões em gastos com servidores ativos, encargos sociais e despesas administrativas do regime próprio de previdência, frente a uma RCL ajustada de R$ 8,63 bilhões.
A LRF estabelece limites de 48,6% (alerta), 51,3% (prudencial) e 54% (máximo), e o desempenho de Goiânia permanece abaixo de todos eles, indicando que a folha de pagamento não pressiona as contas públicas nem gera risco de descumprimento fiscal.
Arrecadação
O desempenho das receitas mostra a regularidade da arrecadação local, que somou R$ 3,12 bilhões, atingindo 80,2% da previsão anual. O ISS segue como principal fonte, com R$ 1,22 bilhão (84,23%), enquanto o IPTU arrecadou R$ 1,04 bilhão (73,33%). O ITBI realizou 61,75% da meta.
Nas transferências constitucionais e legais, Goiânia recebeu R$ 1,91 bilhão, o equivalente a 83,6% do previsto. As transferências estaduais cumpriram o previsto no orçamento, com destaque para o ICMS, que chegou a R$ 801 milhões (90,98%), e o IPVA, praticamente integralizado, com 97,31%.
Porém, o desempenho do FPM, principal repasse da União, acendeu sinal de alerta no Paço, com apenas 65,45% da meta realizada até outubro, indicando frustração na arrecadação federal de IR e IPI e reduzindo o ritmo de entrada de recursos no caixa municipal.
A reportagem procurou a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) para comentar os números, mas ainda não teve retorno nesta segunda-feira (1º).
Anteriormente, em nota à Tribuna, a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) informou que “as transferências (…) oriundas do Governo Federal, com destaque para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), apresentou queda de 14% no mesmo período, resultado direto da desaceleração da arrecadação federal dos impostos compartilhados.”
Ainda de acordo com o posicionamento de 13 de novembro, a pasta observa que “o exercício de 2025 deverá apresentar, ao final do ano, uma redução de cerca de R$ 1 bilhão em relação à projeção inicial constante na Lei Orçamentária Anual (LOA).”
“A União não tem conseguido alcançar a mesma eficiência na arrecadação dos tributos que, pela Constituição, são repartidos com estados e municípios. Essa queda impacta diretamente as finanças locais, exigindo do município ainda mais responsabilidade na gestão fiscal, conforme demonstrado na última prestação de contas apresentada à Câmara Municipal de Vereadores.”, informa a nota da Sefaz.














