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Presidente da CBF está entre alvos da PF contra crimes eleitorais

Segundo a PF, a investigação teve início após a apreensão de R$ 500 mil, em setembro de 2024, às vésperas das eleições municipais


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 30/07/2025 - 12:08

CBF Samir Xaud
Presidente da CBF, Samir Xaud, está entre os alvos de operação da PF contra crimes eleitorais (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

O presidente da CBF, Samir Xaud, está entre os alvos de uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã de hoje a pedido da Justiça Eleitoral de Roraima. A informação é do site UOL. De acordo com a PF, a Operação Caixa Preta tem o objetivo de investigar suspeita da prática de crimes eleitorais em Roraima.

Segundo a PF, a investigação teve início após a apreensão de R$ 500 mil, em setembro de 2024, às vésperas das eleições municipais.

Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão nos estados de Roraima e Rio de Janeiro, além do bloqueio judicial de mais de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.

Dinheiro na cueca

A Operação Caixa Preta tem o objetivo de investigar suspeita da prática de crimes eleitorais em Roraima. O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Roraima, Igo Brasil, também foi alvo. Outros seis mandados de busca e apreensão são cumpridos na operação. Entre eles, a deputada federal Helena da Asatur (MDB) e o marido dela, o empresário Renildo Lima, que foram alvos de busca e apreensão.

A Globo News informou que agentes da PF estiveram na casa de Xaud e também na sede da CBF, no Rio de Janeiro. A Justiça também bloqueou R$ 10 milhões nas contas dos investigados.

As investigações começaram quando o empresário Renildo Lima foi preso com R$ 500 mil em setembro de 2024, nas eleições municipais daquele ano. Parte desse dinheiro foi encontrado na cueca do empresário.

A CBF afirmou que recebeu os agentes da PF, mas que nada foi levado da sede no Rio de Janeiro. Os agentes estiveram nas instalações na Barra da Tijuca por cerca de 30 minutos antes das 7h (de Brasília).

A entidade também disse em nota que não tem relação com a operação e que Samir Xaud “não é o centro das apurações”. A CBF acrescentou que ainda não recebeu informações oficiais sobre o objeto da investigação.

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