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Saúde da mulher: câncer não espera

Por Redação Tribuna do Planalto - 18/05/2022

Da redação

Maio é o mês que marca uma série de ações voltadas para a saúde e o bem-estar da mulher. Apesar do dia mundial do câncer de ovário já ter passado (8 de maio), o mês inteiro ganha força na luta contra o tipo de câncer, que corresponde a cerca de 3% dos tumores em mulheres, segundo dados de 2020 do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Ainda 25 de maio é o Dia Internacional da Tireoide. Dados do Inca apontam que o câncer de tireoide é o mais comum na região da cabeça e pescoço. Os estudos indicam que a doença afeta três vezes mais as mulheres do que os homens.

E o dia 28 de maio, por exemplo, registra duas lutas para a saúde feminina, o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna.

Dentro do universo das neoplasias, nas mulheres, exceto o câncer de pele não melanoma, os cânceres de mama (29,7%), cólon e reto (9,2%), colo do útero (7,5%), pulmão (5,6%) e tireoide (5,4%) figuram entre os principais.

Câncer de ovário 

“De todos os cânceres ginecológicos, o câncer de ovário é o mais difícil de ser diagnosticado e também o mais letal”, afirma o médico oncologista clínico, Gabriel Felipe Santiago. “Por ser um câncer silencioso que demora a apresentar sintomas, as mulheres devem estar atentas, principalmente após completar 50 anos, quando esse tipo de tumor costuma aparecer”.

Os fatores podem estar associados à idade, apesar de todas as mulheres correrem risco de desenvolver câncer de ovário. No entanto, de acordo com o médico, o risco aumenta com a idade, e se torna maior entre os 50 e 79 anos. O histórico familiar também influencia, já que o risco é maior caso parentes de primeiro grau tenham tido câncer de ovário, de mama, endometrial ou colorretal. Outros fatores relacionados à reprodução e hormonais, como mulheres inférteis ou que nunca tiveram filhos, e ainda menopausa tardia devem ser levados em conta.

Os sintomas podem ser mal estar e dificuldade de se alimentar, desconforto no abdômen, aumento do volume abdominal e perda de peso. “No entanto, esses sinais costumam aparecer em estágios mais avançados da doença, o que reforça a importância da conscientização e realização de exames regularmente. Se descoberto em fase inicial, as chances de cura desse tipo de câncer chegam a 80%”, assegura.

A principal forma de tratamento do câncer de ovário é por meio de procedimento cirúrgico, que garante à paciente uma melhor sobrevida. Além disso, sessões de quimioterapia podem ser associadas ao processo de tratamento.

Câncer de tireoide

Considerados comuns, os nódulos na tireoide muitas vezes são identificados facilmente em razão da localização de destaque da glândula, na área central do pescoço. Cerca de 95% desses nódulos são benignos. E caso o paciente seja diagnosticado com câncer, as chances de cura da doença nessa região são altíssimas — há pesquisas que estimam que cerca de 97% dos casos têm resultados positivos.

“Quanto antes houver um diagnóstico, maiores são as chances de cura e de procedimentos menos invasivos para combater o problema de saúde”, alerta o médico. O câncer mais comum na tireoide é o carcinoma papilífero, que costuma se desenvolver lentamente, mas pode avançar e atingir outras áreas do pescoço.

Realidade da mulher

Muitas vezes, em função de jornada dupla de trabalho e atenção centrada na saúde da família, mulheres negligenciam a própria saúde, deixando de lado, por exemplo, exames periódicos preventivos. “A saúde da mulher tem pressa. Por isso é tão importante chamar a atenção e conscientizar a sociedade dos diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres”, enfatiza Gabriel Santiago.

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