Aos 15 anos, o goiano Alexandre Louza dá, em 2026, o passo mais importante de sua trajetória nas pistas até aqui. O piloto acaba de estrear a sua primeira temporada completa, na F4 Brasil, categoria de formação chancelada pela FIA e considerada a principal porta de entrada para jovens que projetam carreira nacional e internacional nos monopostos. A próxima etapa do campeonato ocorre em maio em Goiânia. A jovem promessa do automobilismo é patrocinada pelo Flamboyant Shopping, Facilita Pass e Agro GR – Gestão Agropecuária.
Alexandre Louza é piloto goiano e uma das promessas da nova geração do automobilismo brasileiro. Depois de liderar competindo no kart, acelerou sua transição para os carros de corrida com participações na Fórmula Delta, Fórmula 1600, Fórmula Inter, Gaúcho de Endurance e F4 Brasil. Em 2025, conquistou os títulos da Fórmula Delta e da Copa ECPA F-1600, além de somar vitórias e poles importantes.
Em 2026, disputa sua primeira temporada completa da F4 Brasil pela TMG Racing. Fora do país, integra a equipe Cram Motorsport nas etapas da Formula Winter Series e também no campeonato europeu F4 CEZ Championship.
F4 Brasil
A Fórmula 4, também chamada de FIA F4, é uma categoria de fórmula destinada a pilotos novatos. Não há um campeonato mundial, mas nações ou regiões individuais podem sediar seus próprios campeonatos, em conformidade com um conjunto universal de regras e especificações, como mesmos chassis, motores, pneus e demais configurações e partes de performance dos carros, além de teto de custos por etapa e por temporada.
A categoria foi criada em março de 2013 pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) — o órgão internacional responsável pela sanção e administração do automobilismo — após aprovação do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA, como uma categoria básica para jovens pilotos, fazendo a ponte entre o kart e a Fórmula 3.[1] A categoria faz parte do FIA Global Pathway. O ex-piloto de Fórmula 1, Gerhard Berger foi nomeado presidente da Comissão de Monopostos da FIA para supervisionar a criação da categoria como uma resposta ao declínio do interesse nos campeonatos nacionais de Fórmula 3 devido ao aumento dos custos e caminhos alternativos à Fórmula 1, como a partir da Fórmula Renault e das GP2 e GP3 Series, que haviam interrompido vários campeonatos nacionais de Fórmula 3.[2] No lugar de categorias mundiais caras, um número de categorias regionais correm com o nome de Fórmula 4, como o Campeonato Brasileiro de Fórmula 4.
Inicialmente, esses campeonatos de Fórmula 4 iniciaram como uma categoria monomarca, porém, o regulamento técnico abriu espaço para várias fabricantes de chassis e motores serem introduzidas na categoria. Cada campeonato regional utiliza motores de uma única fabricante, com o regulamento obrigando o deslocamento de 1.600cc (1.6L) e limitando a potência em 162 cv (119.3 kW), mais potente que a Fórmula Ford porém mais fraco que a Fórmula Renault. Os motores são equalizados de forma que nenhum campeonato tenha carros mais rápidos que o outro e com a intenção também — apesar de longo prazo — de limitar os custos em € 100 mil por temporada.
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