A derrota por 5 a 1 para a Suécia na primeira rodada da Copa do Mundo de 2026 provocou uma mudança imediata nos bastidores da seleção tunisiana. A Federação Tunisiana de Futebol decidiu encerrar o trabalho de Sabri Lamouchi poucos dias após a estreia da equipe no torneio, aumentando ainda mais a pressão sobre o elenco em meio à disputa por uma vaga na próxima fase.
O resultado deixou a Tunísia na última colocação do Grupo F, com saldo de gols negativo e ampliou o clima de instabilidade que já acompanhava a equipe antes mesmo do início do mundial. Apesar de ainda ter chances matemáticas de classificação, a seleção africana agora precisará ganhar de Japão e Holanda para sonhar com a classificação, feito considerado improvável.
Sequência de resultados aumentou pressão
A Tunísia não vem de histórico positivo. Nos amistosos preparatórios para a Copa do Mundo, a seleção acumulou derrotas para Áustria e Bélgica, além de um empate sem gols contra o Canadá.
A única vitória da equipe sob o comando de Lamouchi aconteceu diante do Haiti, por 1 a 0. Com apenas um triunfo nos últimos cinco compromissos, a permanência do treinador passou a ser questionada nos bastidores e acabou se tornando insustentável após a acachapante goleada dos suecos.

Suécia dominou após equilíbrio inicial
Dentro de campo, a Tunísia até conseguiu reagir em parte da partida. A Suécia abriu vantagem ainda no primeiro tempo com gols de Yasin Ayari e Alexander Isak. Antes do intervalo, Omar Rekik descontou e devolveu esperança aos tunisianos.
No entanto, a equipe não conseguiu sustentar a reação. Na etapa final, os suecos assumiram completamente o controle do confronto e transformaram a vitória em goleada. Mesmo com menor posse de bola, a seleção europeia marcou mais três vezes e confirmou o triunfo por 5 a 1.
Após o apito final, jogadores demonstraram frustração com o resultado. O zagueiro Omar Rekik reconheceu as dificuldades da equipe e destacou a necessidade de evolução para os próximos compromissos da competição.
Mudança pode influenciar futuro da seleção
A demissão de Lamouchi também abre espaço para reflexões mais amplas sobre o planejamento do futebol tunisiano. Nos últimos anos, a seleção alternou bons momentos com campanhas irregulares e encontrou dificuldades para se consolidar entre as principais forças do continente africano.
Enquanto a federação trabalha para definir o substituto, a expectativa gira em torno da capacidade da equipe de reagir em meio à pressão. Mais do que buscar pontos na tabela, a Tunísia tentará mostrar poder de recuperação para evitar uma eliminação precoce e manter vivo o sonho de avançar na Copa do Mundo.
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