Ele é acionista de um dos maiores bancos privados da América Latina, integra uma família com participação na principal produtora mundial de nióbio e possui uma fortuna estimada em bilhões de dólares. Mesmo assim, foi nos livros que Fernando Roberto Moreira Salles construiu uma das partes menos conhecidas de sua trajetória.
O empresário brasileiro aparece na lista global de bilionários da Forbes de 2026 com patrimônio estimado em US$ 9,9 bilhões. A fortuna em tempo real, que varia conforme o valor dos ativos, estava calculada em aproximadamente US$ 9,4 bilhões nesta sexta-feira (14).
Fernando nasceu no Rio de Janeiro, em 1946, e é filho de Walther Moreira Salles, banqueiro, diplomata e fundador do Unibanco.
A história da instituição financeira começou em Poços de Caldas, em Minas Gerais, ainda na década de 1920. Em 2008, o Unibanco se fundiu ao Itaú, dando origem ao Itaú Unibanco.
De onde vem a fortuna?
O patrimônio de Fernando Moreira Salles está associado principalmente aos setores bancário e mineral. Além da participação no Itaú Unibanco, a família mantém o controle de 70% da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, a CBMM.
A mineradora tem sede em Araxá, em Minas Gerais, e é líder mundial na produção e comercialização de produtos de nióbio. O metal é utilizado em diferentes setores industriais, especialmente na fabricação de ligas mais resistentes.
Fernando e os irmãos Pedro, João e Walter Moreira Salles figuram entre os controladores da holding Brasil Warrant, que concentra parte dos investimentos familiares.
A vida fora do mercado financeiro
Embora faça parte de uma das famílias mais ricas do país, Fernando desenvolveu uma carreira dedicada à literatura. Ele é poeta, editor, resenhista e dramaturgo.
Entre as obras publicadas pelo empresário estão Habite-se, lançada em 2005, e A Chave do Mar, de 2010. Fernando também é sócio da Companhia das Letras e já ocupou a direção do Instituto Moreira Salles.
Criado por Walther Moreira Salles, o instituto atua na preservação e divulgação da cultura brasileira. A instituição possui acervos de fotografia, literatura, iconografia, cinema e música, além de promover exposições, sessões de filmes e atividades educativas.
Fernando não abandonou nem rejeitou formalmente o patrimônio familiar. Sua trajetória, na realidade, combina a participação nos negócios herdados com uma atuação pessoal voltada à literatura e à cultura.
Os irmãos também mantêm ligação com as artes. Walter Salles é cineasta e diretor de Ainda Estou Aqui, enquanto João Moreira Salles atua como documentarista e criou a revista piauí.
Leia mais:
Homem-Aranha: Um Novo Dia acerta ao amadurecer Peter, mas repete erros de filmes anteriores














