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Aava Santiago defende que Lula não repita atos exclusivos com evangélicos

Vereadora de Goiânia e candidata a deputada federal avalia que estratégia deve relacionar medidas do governo a valores importantes para esse eleitorado


Por Carlos Nathan Sampaio em 19/08/2026 - 15:45

Aava Santiago candidata legendários
(Foto: Divulgação)

A vereadora de Goiânia e candidata a deputada federal Aava Santiago (PSB) defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) priorize a divulgação de medidas concretas do governo em sua tentativa de aproximação com o eleitorado evangélico. Integrante da Assembleia de Deus Ministério de Madureira e aliada do presidente, ela considera que atos exclusivos para esse segmento não precisam ser repetidos durante a campanha deste ano.

A equipe de Lula avalia promover nas próximas semanas um evento direcionado aos evangélicos, provavelmente no Rio de Janeiro. A proposta, entretanto, divide os aliados do petista. Enquanto uma parte defende ações específicas para o público religioso, outra considera que esse tipo de encontro pode parecer artificial e recomenda uma abordagem mais sutil.

Para Aava Santiago, os evangélicos estão cansados da politização das igrejas. A parlamentar goianiense considera que Lula acertou ao não estabelecer um “cabo de guerra” com o bolsonarismo dentro dos espaços religiosos. Na avaliação dela, os eventos específicos tiveram importância na campanha de 2022, quando o ambiente era mais adverso ao presidente, mas não seriam indispensáveis em 2026.

A vereadora defendeu que a comunicação com esse eleitorado destaque iniciativas como a isenção do Imposto de Renda para pessoas que recebem até R$ 5 mil, a regularização de dívidas por meio do Desenrola e a proposta de encerramento da escala de trabalho 6×1.

Segundo Aava, essas medidas podem aumentar tanto a capacidade financeira das pessoas para contribuir com a manutenção das igrejas por meio do dízimo quanto o tempo disponível para participar das atividades das comunidades religiosas.

“É preciso ter a capacidade política de associar os resultados concretos das decisões do governo a valores caros ao evangelho”, afirmou a vereadora.

O debate ocorre em um cenário de vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre os evangélicos. Pesquisa Quaest divulgada no início de agosto mostrou Flávio com 48% das intenções de voto nesse segmento, enquanto Lula registrou 33%. Entre todos os eleitores, os dois aparecem em empate técnico, com 43% para Lula e 40% para Flávio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Dados do Censo de 2022 mostram que aproximadamente 27% da população brasileira é evangélica, o que transforma esse grupo em uma parcela decisiva do eleitorado nacional.

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