O juiz Fernando Chacha, presidirá, nesta quarta-feira (25), o julgamento do homem acusado de matar a ex-mulher numa loja de Autopeças, em Anápolis, em março de 2024. De acordo com a denúncia, o relacionamento entre o casal era marcado por ciúmes, ameaças e agressões físicas e verbais, tendo a vítima registrado ocorrências policiais ao longo do tempo.
No fim de 2023, a Justiça determinou o afastamento do acusado por meio de medidas protetivas. No início de 2024, contudo, a vítima pediu o divórcio, o que aumentou os conflitos entre os dois em razão de uma disputa por duas lojas do ramo n a cidade.
Segundo a acusação, no dia 28 de março de 2024, por volta das 13 horas, o acusado foi até o local de trabalho da ex-companheira, mesmo proibido de se aproximar, e, após uma discussão, ele atirou contra ela à curta distância, causando sua morte.
Apesar do caso correr em segredo de justiça, a imprensa poderá acompanhar o julgamento. O júri terá início às 8h30, com pausas ao longo do dia. A previsão de encerramento é às 19 horas.
Relembre o caso
Edney Pereira dos Santos, de 39 anos, foi denunciado por matar, com três tiros, a ex-esposa Regiane Pires da Silva, depois de descumprir medida protetiva que o obrigava a manter distância de 300 metros da vítima. O crime ocorreu no dia 28 de março de 2024, dentro do escritório de uma loja de venda de autopeças que pertencia ao ex-casal, mas que era administrada por Regiane desde a separação (eles possuíam duas lojas do ramo – uma em frente à outra).
O casal estava separado há mais de um ano, mas, até o mês de outubro do ano passado, viviam sob o mesmo teto. No entanto, a vítima, diante de vários atos de violência praticados pelo ex-marido, decidiu solicitar uma medida protetiva e, em janeiro deste ano, entrou com o pedido de divórcio. O casal, no entanto, teve um desentendimento quanto à divisão dos bens.
No dia 28 de março, por volta das 13 horas, a vítima pediu que uma funcionária fosse até a outra loja, administrada pelo ex-marido, pedir que ele ajudasse a encontrar a chave de um cofre onde ficavam guardadas suas joias. Segundo a funcionária, Edney autorizou que ela procurasse o objeto e disse que iria até o carro buscar algo. O suspeito, então, pegou a arma do crime, foi até a loja vizinha, descumprindo a medida protetiva.
Ao chegar ao local, ele passou por dois funcionários, e se dirigiu ao escritório onde estava Regiane. Imagens de câmera de segurança mostraram que ele agrediu a mulher e, posteriormente, efetuou os três disparos. Os funcionários ouviram os gritos de socorro da vítima, mas quando chegaram ao local ela já estava morta.
Suspeito fugiu para o Tocantins
O denunciado, ao sair da loja rumo ao carro, ainda realizou um outro disparo em via pública e depois saiu com seu veículo em fuga. Acionada, a polícia conseguiu rastrear o carro e ver que Edney Pereira deixou a cidade de Anápolis rumo a Goiânia. Na cidade de Senador Canedo, ajudado por um irmão, entregou o carro e a arma usada no crime a um sobrinho e fugiu em outro veículo. Ao ser interrogado, o sobrinho afirmou que só foi até o local porque teria sido induzido ao erro. Diante das provas, o suposto ajudante não foi denunciado.
O autor dos disparos que mataram Regiane Pires e o irmão fugiram rumo ao Tocantins, sendo abordados na cidade de Araguaçu, na Região de Alvorada do Tocantins. Assim que foi abordado e identificado, o denunciado recebeu voz de prisão, passou por audiência de custódia, e teve a prisão temporária convertida em preventiva.
O irmão de Edney que o ajudou na fuga não foi denunciado como base no artigo 348, parágrafo 2º do Código Penal (se quem presta o auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento de pena). J















