O prefeito Sandro Mabel (UB) anunciou, nesta segunda-feira (9), um repasse de R$ 6 milhões para apoiar os clubes da capital que disputam a Série B do Campeonato Brasileiro: Goiás, Vila Nova e Atlético Goianiense. Segundo ele, o objetivo é fortalecer as equipes na busca pelo acesso à Série A e, ao mesmo tempo, ampliar a visibilidade de Goiânia e estimular o turismo esportivo.
Segundo Mabel, a participação na elite do futebol brasileiro gera impactos diretos na economia local, com aumento de arrecadação, circulação de torcedores e realização de grandes eventos esportivos. “O retorno desse investimento, conforme projeções, é quase três vezes superior ao valor aplicado. É um bom negócio para a cidade e também um sinal claro de apoio ao esporte”, afirmou o prefeito, ao revelar que o repasse pode ser fracionado em até dez parcelas.
Os recursos serão transferidos pela Prefeitura de Goiânia, em parceria com a Câmara Municipal, à Federação Goiana de Futebol, que fará a distribuição conforme as fases do campeonato e as necessidades dos clubes.
O presidente da Câmara, Romário Policarpo, que é dirigente do Vila Nova, destacou o papel social do futebol e lembrou que, entre os 20 clubes da Série B, apenas os times goianos não contavam com apoio do poder público. “O futebol cria vínculos e movimenta a economia. Esse recurso retorna para a cidade em forma de investimentos e impostos”, disse.
Em 2024, o prefeito Rogério Cruz (SD) garantiu a cada clube (incluindo o Goiânia) a cifra R$ 500 mil como contrapartida por parte dos clubes o envolvimento na divulgação do projeto Centraliza da Prefeitura Municipal. Na época, o acordo também foi costurado por Policarpo e pelo então secretário de Governo Jovair Arantes, ligado ao Atlético.
Clubes comemoram
Representantes dos clubes ressaltaram a importância do apoio financeiro. O presidente do Goiás, Paulo Rogério Pinheiro, afirmou que os clubes das divisões inferiores enfrentam dificuldades financeiras. “Esse apoio é sensacional”, avaliou.
Já o presidente do Vila Nova, Fábio Brasil, classificou a parceria como essencial para o clube. Pelo Atlético Goianiense, o vice-presidente Marcos Egídio afirmou que o recurso será bem aplicado.
O CEO da FGF, André Pitta, destacou a visão de gestão moderna, enquanto o presidente Ronei de Freitas avaliou o momento como estratégico para melhorar o nível técnico das equipes.
O secretário municipal de Esporte e Lazer, Luiz Alberto Bites, reforçou que o patrocínio também projeta a marca da Prefeitura de Goiânia em âmbito nacional, especialmente no ano em que a capital sedia o Campeonato Mundial de MotoGP.
“Gastar em esporte é investimento. O retorno vem com o turismo, o movimento em bares, restaurantes e no transporte de passageiros durante os jogos”, afirmou.














