Skip to content

Michel Alves expõe salários e premiações atrasadas no Goiás

Goiás


Herivelto Nunes Por Herivelto Nunes em 23/05/2026 - 17:47

O Goiás sempre foi um clube muito discreto em relação às questões internas, principalmente quando o assunto é dificuldade financeira. Nos tempos de Hailé Pinheiro e outros tradicionais dirigentes que passaram pelo comando do alviverde, dificilmente os problemas do clube eram expostos para a imprensa e torcedores. Desta vez foi diferente. Em entrevista coletiva, o Diretor de Futebol Michel Alves falou sobre salários e premiações em atraso no Goiás e a dificuldade de manter o grupo harmonizado e não perder o foco na busca pelo acesso.

O Conselho de Administração busca recursos para pagar salários e direitos de imagens dos jogadores e evitar novos atrasos nos próximos meses. Os vencimentos referentes ao mês de abril não foram pagos nas datas habituais. A folha do elenco gira em torno de R$ 3 milhões. Uma das hipóteses levantadas pelo Conselho de Administração é a busca de um novo empréstimo que pode chegar a R$ 35 milhões. Aroldo Guidão divulgou edital de convocação para uma reunião que será realizada no próximo dia 2 de junho, para debater a possibilidade  de o clube obter novo empréstimo. Vale lembrar que no final do ano de 2025, o clube da Serrinha fez um empréstimo de R$  25 milhões com o objetivo de pagar as despesas de fim de ano e iniciar a temporada de 2026 com valores em caixa para a montagem do elenco.

Patrimônio como garantia

No edital publicado no Jornal O Popular, Aroldo Guidão informou que será discutida a possibilidade da “utilização de instrumentos acessórios de segurança contratual eventualmente necessários à operação”. Em outras palavras, Guidão se refere ao patrimônio do clube a  ser utilizado como garantia. Um dos temas a serem debatidos é a possibilidade de inserir o CT Coimbra-Bueno como garantia neste novo empréstimo. Mais uma decisão “desvairada” da atual direção do Goiás, que, além de conduzir muito mal os destinos do clube, conhecido como o mais organizado do Estado, ainda pretende colocar em risco o patrimônio da entidade construído com muitas dificuldades ao longo da história vitoriosa do Goiás.

Os dirigentes do clube esmeraldino deveriam ser responsabilizados pela má gestão que levou o Goiás a uma situação financeira tão difícil. O Balanço Patrimonial referente ao exercício de 2025 apresentou um resultado negativo equivalente a R$ 100 milhões. É o retrato de uma administração desastrosa de quem comanda o alviverde, principalmente depois da mudança do Estatuto realizada nas gestões de Edminho Pinheiro no Conselho Deliberativo e Paulo Rogério Pinheiro na Presidência. Eles, juntamente com presidentes atuais do malfadado Conselho Gestor, é quem deveriam se responsabilizar, com seus CPFs e o patrimônio de cada um, pelo que fizeram com o Goiás. Na vida espiritual, Hailé Pinheiro deve estar muito preocupado com os destinos do clube da Serrinha e o que estão fazendo com o clube que ele cuidou com tanto carinho enquanto esteve por aqui comandando os destinos do alviverde.

Goiás voltará a ter presidente com mudança no Estatuto

Sergio Rassi, nome firte na oposição do Goiás

As mudanças que foram implantadas no Estatuto do Goiás no final da gestão de Ediminho Pinheiro na presidência do Conselho Deliberativo não deram certo. O Goiás passou a ser comandado por Conselhos Deliberativo e de Administração, tendo na administração do clube um CEO contratado no mercado. O resultado foi uma entidade sem comando, sem um dirigente responsável pelos destinos do clube, o que resultou em um desastroso resultado negativo de R$ 100 milhões no Balanço Patrimonial referente a 2025.

Nesse período, o Goiás foi campeão da inexpressiva Copa Verde e do campeonato goiano deste ano, mas não conquistou o acesso à elite do futebol brasileiro. O Goiás gastou muito com os Diretores Executivo e de Futebol, que não conseguiram fazer uma gestão eficiente nas finanças e no futebol do clube.  Nesse período, ninguém respondia pelo Goiás. Na verdade, a mudança do estatuto veio na época para tentar impedir que ex-dirigentes do Goiás, hoje na oposição da família Pinheiro, chegassem à presidência do clube e desbancassem Edminho e Paulo Rogério Pinheiro, herdeiros de Hailé Pinheiro no comando do alviverde.

O novo Estatuto, que já está pronto e será avaliado pelos Conselheiros, prevê a volta do Presidente Executivo. Nomes como Sérgio Rassi, Cid de Oliveira, Amarildo Gonçalves, Raimundo Queiroz, João Busco Luz e outros ex-dirigentes que hoje estão isolados na oposição já se movimentam de olho nas eleições que serão realizadas assim que o novo Estatuto esteja aprovado. Além de ter novamente um Presidente Executivo, o Goiás precisa abrir o clube para que mais sócios possam ter o direito ao voto. Atualmente, um número pequeno de sócios-proprietários votam nas eleições do clube. A maioria deles são ligados à família Pinheiro, por isso é praticamente impossível derrotar os atuais dirigentes. O Goiás está estagnado, não consegue sair da série B,  e é mal gerido administrativa e financeiramente.

Anápolis perto do título

Anápolis vence o Rio Branco e fica perto do titulo

O Galo da Comarca goleou o Rio Branco por 3 a 0 no jogo de ida da final da copa Centro-Oeste e ficou muito perto de conquistar a taça inédita em sua história. No jogo de volta, no Espírito Santo, o Anápolis pode perder por até dois gols de diferença que ainda conquistará o título da competição. Os gols do tricolor anapolino foram marcados por Fernandinho, Juninho e Igor Souza, todos na etapa final da partida.

No jogo de volta, que será realizado na quinta-feira da semana que vem, somente uma vitória por  no mínimo três gols de diferença pode levar a decisão para as penalidades. Para ser campeão no tempo normal, o Rio Branco terá que golear o Anápolis por uma diferença de quatro gols. Mas o tricolor anapolino agora tem que virar a chave  porque no próximo domingo o time vai enfrentar o Brusque em Santa Catarina pela série C do campeonato brasileiro, onde faz uma campanha muito ruim, ocupando neste momento a lanterna da competição.

CURTAS

>> Ainda sem confirmação do técnico Daniel Paulista, a volta de Lucas Lima ao meio de campo do Goiás é praticamente certa.  Mesmo vencendo a última partida contra o Botafogo-SP, o time não teve a mesma mobilidade no setor de meio campo.

>> A diretoria do Goiás pretende lançar nos próximos dias um novo uniforme com o tema da Copa do Mundo. No novo uniforme, prevalece a cor amarela, da Seleção Brasileira, que terá mangas e gola verde.

>> O lançamento deve ocorrer em edição especial e limitada e a tendência é de grande procura por parte da torcida, que costuma valorizar produtos  exclusivos e comemorativos.

>> Vice-líder de seu Grupo na série D, a Aparecidense anunciou a saída do técnico Augusto Fassina. Mesmo com a equipe vivendo uma sequência de quatro jogos sem perder, o clube optou pelo desligamento do treinador, que deixou o clube com rescisão contratual em comum acordo.

>> O centroavante Gustavo Puskas, da equipe Sub-20 do Vila Nova, vem sendo observado por grandes clubes, interessados no potencial do jogador. O Vila precisa ter cuidado na liberação da “joia” do clube e não vendê-lo por preços irrisórios, como é a tradição no Tigre.

>> Paulo Rogério Pinheiro é um dos grandes responsáveis pela crise financeira do clube da Serrinha. Foi Presidente Executivo e agora Presidente do Conselho Deliberativo. Mesmo fora de cargos, sempre aparecia dizendo que mandava nos destinos do clube.

 

Herivelto Nunes

Herivelto Nunes é Jornalista, com Pós Graduação em Gestão de Pessoas, Liderança e Coaching

Pesquisa