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Lenda do basquete brasileiro e reconhecido internacionalmente, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

O atleta construiu Oscar Schmidt construiu uma das carreiras mais marcantes da história do basquete mundial


Danilo Santana Por Danilo Santana em 17/04/2026 - 17:35

Oscar negou NBA para não perder oportunidade de jogar pela Seleção Brasileira

Maior nome do basquete masculino, Oscar Schmidt faleceu em São Paulo nesta quarta-feira, 17, aos 68 anos. O ex-jogador e comentarista esportivo passou mal nesta tarde e chegou a ser levado ao hospital, onde faleceu horas depois segundo informações divulgadas pela programação da Rede Globo.

Em comunicado familiar, a nota informa que a despedida será reservada. 

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo” diz parte da nota.

Causa da morte é desconhecida

A causa da morte de Oscar ainda não foi divulgada. Entretanto, sua batalha contra um câncer no cérebro é amplamente conhecida. O ex-atleta foi diagnosticado, em 2011, com um glioma localizado no lobo frontal esquerdo do cérebro. 

Inicialmente classificado como de grau 2, o tumor apresentou progressão para grau 3 em 2013, o que levou Oscar a se submeter a cirurgias e a um protocolo intensivo de tratamento. Após mais de uma década de acompanhamento médico, Schmidt anunciou, em 2022, que estava curado e havia recebido alta definitiva.

Oscar negou NBA para jogar pela Seleção Brasileira

Oscar Schmidt construiu uma das carreiras mais marcantes da história do basquete mundial, acumulando recordes e protagonizando atuações emblemáticas. Ainda assim, o ex-ala nunca disputou uma partida oficial da NBA, principal liga da modalidade. Conhecido como “Mão Santa”, ele foi selecionado no Draft de 1984 — um dos mais emblemáticos da história, que contou com nomes como Michael Jordan, Hakeem Olajuwon, Charles Barkley e John Stockton —, mas optou por não assinar contrato.

Na época, Oscar vivia grande fase no basquete europeu, especialmente pelo Caserta, da Itália, onde se destacou como um dos principais pontuadores da liga. Mesmo assim, foi escolhido apenas na sexta rodada pelo New Jersey Nets (atual Brooklyn Nets), em uma posição que indicava poucas garantias de espaço na equipe. O contrato oferecido, inclusive, não previa segurança, permitindo dispensa sem custos, o que também pesava na decisão.

No entanto, o fator decisivo foi outro. À época, a FIBA proibia jogadores da NBA de atuarem por suas seleções nacionais. Comprometido com a equipe brasileira, Oscar preferiu manter sua trajetória internacional, que incluiria conquistas como o histórico ouro sobre os Estados Unidos no Jogos Pan-Americanos de 1987. Mesmo após a mudança dessa regra, já nos anos 1990, o brasileiro voltou a recusar propostas da NBA, avaliando que não estava mais no auge físico para competir no mais alto nível.

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Danilo Santana

Jornalista e produtor audiovisual baseado em São Paulo. Escreve sobre cultura e esporte.

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