Na manhã desta segunda-feira (21/7), o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás foi acionado para atendimento emergencial em Bandeirantes, após uma criança de 11 meses sofrer uma parada cardíaca decorrente de afogamento em uma piscina dentro de um condomínio local.
Os bombeiros realizaram imediatamente a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) no local e, em seguida, transportaram a criança até a unidade de saúde de Nova Crixás.
Ao chegar, a criança foi entregue à equipe médica, que conseguiu estabilizá-la. Neste momento, a criança vítima de afogamento está sendo transferida para a capital Goiânia, em uma viatura do SAMU, com destino ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), para atendimento especializado.
Alerta
Na semana passada, o Hugol fez um alerta sobre o risco de afogamento, especialmente entre o público infantil. No ano de 2024, a unidade recebeu 32 pacientes pediátricos vítimas de afogamento, sendo que 70% desses casos envolveram crianças menores de 4 anos.
Somente entre janeiro e maio de 2025, o hospital atendeu 13 crianças, das quais 8 também tinham menos de 4 anos e as demais estavam na faixa etária de 5 a 9 anos.
Segundo a coordenadora médica da Pediatria do Hugol, Fabiana Calaça, os afogamentos são eventos que evoluem rapidamente e podem levar à morte em poucos minutos.
“Quando uma criança tem dificuldades na água, ela aspira líquido pelas vias aéreas, o que compromete a respiração e pode provocar a perda da consciência e parada cardiorrespiratória em questão de segundos a minutos. Mesmo pequenas quantidades de água, como 70 ml, podem ter consequências graves”, explicou a médica.
O Hugol reforçou a importância da prevenção, especialmente nesta época, quando as crianças têm maior acesso a piscinas, rios e outros ambientes aquáticos. A supervisão constante de um adulto, o uso de coletes salva-vidas e barreiras físicas ao redor de piscinas são medidas simples, mas que podem salvar vidas.
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