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Paulo Rogério, presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, aponta venda de atletas como solução no Goiás


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 22/05/2026 - 16:05

Presidente do Conselho Deliberativo admite dependência de transferências para reorganizar o caixa esmeraldino visando 2026 (Foto: Wesley Costa)

O presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, Paulo Rogério Pinheiro, voltou a comentar os problemas financeiros enfrentados pelo clube e indicou qual pode ser a principal alternativa para reorganizar o caixa esmeraldino. Segundo o cartola, o Goiás enxerga nas futuras transferências de jogadores a principal alternativa para reorganizar as finanças do clube.

O dirigente afirmou que a expectativa interna é utilizar receitas obtidas com negociações para colocar os compromissos em dia ao longo dos próximos meses e evitar que a crise financeira avance para a temporada de 2026. Nos bastidores da Serrinha, o assunto ganhou ainda mais força após os recentes relatos envolvendo atrasos salariais, pendências em direitos de imagem e dificuldades financeiras enfrentadas pela diretoria.

Internamente, o entendimento é de que uma boa janela de transferências pode reduzir a pressão sobre o caixa e dar fôlego ao planejamento do próximo ano. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação entre conselheiros e torcedores sobre possíveis erros administrativos que possam agravar ainda mais o cenário financeiro vivido pelo Verdão.

O tema ganhou ainda mais força nos bastidores após a exposição pública feita pelo diretor de futebol Michel Alves, que confirmou atrasos salariais e dificuldades financeiras vividas pelo clube. Internamente, a avaliação é de que o Goiás precisará gerar receitas rapidamente para evitar o agravamento da crise ao longo da temporada.

Salários atrasados aumentam pressão interna

Tradicionalmente discreto sobre questões administrativas, o Goiás viu os problemas financeiros se tornarem públicos nas últimas semanas. Em entrevista coletiva, Michel Alves admitiu atrasos nos pagamentos de salários e direitos de imagem, além de destacar a dificuldade para manter o elenco focado na disputa da Série B.

A folha salarial do departamento de futebol gira em torno de R$ 3 milhões mensais. Os vencimentos referentes ao mês de abril não foram pagos dentro do prazo habitual, aumentando a pressão sobre o Conselho de Administração.

Nos bastidores, uma das alternativas discutidas pela diretoria envolve a contratação de um novo empréstimo, que pode chegar a R$ 35 milhões. O tema será debatido em reunião convocada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Aroldo Guidão, marcada para o próximo dia 2 de junho.

CT pode virar garantia em novo empréstimo

Entre os pontos que serão discutidos na reunião está a possibilidade de utilização de patrimônios do clube como garantia financeira da operação. Um dos bens citados nos bastidores é o CT Edmo Pinheiro, conhecido também como CT Combra-Bueno.

A possibilidade gerou forte repercussão entre conselheiros e torcedores, principalmente pelo peso histórico e estrutural do centro de treinamento para o clube. Críticas à atual gestão também aumentaram após a divulgação do balanço financeiro referente a 2025, que apontou déficit próximo de R$ 100 milhões.

O cenário representa uma das maiores crises administrativas recentes do Goiás.

Leia mais: Michel Alves expõe salários e premiações atrasadas no Goiás

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