A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefin), contratou a Universidade Federal de Goiás (UFG) para desenvolver um projeto de inteligência artificial voltado à organização de dados e ao aprimoramento da gestão tributária do município. O projeto teve início em setembro de 2024 e será executado pelo Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape).
O objetivo é criar soluções capazes de automatizar análises, integrar diferentes bases de dados e identificar inconsistências cadastrais, especialmente em áreas como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A proposta também inclui o uso de algoritmos para apoiar decisões administrativas e melhorar a eficiência na arrecadação.
De acordo com o plano de trabalho, a iniciativa prevê o cruzamento de dados da Sefin com sistemas internos e bases externas, a chamada “sanitização” das informações e a geração de relatórios analíticos para subsidiar a gestão pública. Também está prevista a aplicação de inteligência artificial na análise automatizada de documentos administrativos.
“A solução deve permear o descobrimento de conhecimento em bases de dados, com desenvolvimento de modelos a partir de técnicas de engenharia de dados e inteligência artificial, além de confrontar informações de diferentes bases, identificar inconsistências e promover ações de sanitização dos dados”, prevê o plano de trabalho.
Projeto
O projeto será coordenado pelo professor Sávio Salvarino Teles de Oliveira, do Instituto de Informática da UFG, e contará com a participação de pesquisadores, docentes e estudantes, financiados por meio de bolsas. Entre as etapas estão a implantação de ambiente de Big Data, definição e treinamento de modelos de inteligência artificial e validação dos resultados.
O valor global do projeto é de R$ 1.332.450,00, conforme termo aditivo ao convênio firmado entre as instituições, publicado nesta segunda-feira (27). Do total, a maior parte dos recursos será destinada ao pagamento de equipe técnica e bolsas de pesquisa, além de investimentos em infraestrutura tecnológica, como a aquisição de servidor de alto desempenho.
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