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Rivais em campo, negócios à parte: veja a parceria comercial de Goiás com adversários do Brasil na Copa do Mundo 2026, segundo CIN-Fieg

Levantamento considera negócios internacionais realizados em 2025 entre o Estado e Países adversários da seleção brasileira no campeonato mundial


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 03/07/2026 - 10:23

Copa do Mundo 2026,

Em busca do hexacampeonato, a seleção brasileira entra em campo pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, neste domingo (5/7), contra a Noruega, às 17 horas, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA). Apesar da rivalidade acirrada em campo, os dois países têm uma tradição de parceria comercial que rendeu para Goiás um saldo de US$ 1,08 milhão em 2025. O levantamento faz parte de uma série especial para a Copa, realizada pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).

Até o momento, o Brasil já disputou quatro jogos, mas a goleada veio no comércio internacional: em 2025, os negócios realizados com Marrocos, Haiti, Escócia (que representa o Reino Unido na soma), Noruega e Japão renderam a Goiás um total de US$ 464,6 milhões em exportações, com saldo comercial de US$ 112,3 milhões.

O País nórdico é o próximo adversário. A briga no gramado promete ser acirrada, mas no comércio o que vinga é a parceria. Em 2025, Goiás exportou US$ 1,1 milhão, majoritariamente em produtos como carnes bovinas, açúcares de cana e café torrado. O Estado também foi destino de importações, que somaram US$ 19,4 mil e se concentraram principalmente em preparações alimentícias.

Potencial inexplorado — Na fase de grupos, o Brasil teve um saldo positivo de seis gols e, apesar de apenas um gol contra, a zaga canarinho fez o torcedor passar sufoco em momentos nas partidas. Assim como a defesa do País tem uma chance de se fortalecer, Goiás pode ampliar as conexões em mercados subexplorados, como o Haiti.

O país caribenho, cuja seleção foi goleada pelo Brasil nesta Copa (3 a 0), foi destino de US$ 2,5 milhões em 2025, com destaque para carnes e miúdos de aves e suínos congelados. Para o CIN-Fieg, a forte dependência haitiana de importações representa uma oportunidade para a expansão de produtos goianos e o fortalecimento das conexões comerciais.

Sushi e pequi – O Estado está presente em campo e no comércio internacional quando o assunto é a parceria com o Japão. Cria da base do Goiás, o atacante Erik foi uma das peças-chave na conquista do campeonato nacional do Yokohama Marinos, em 2019. Outro nome conhecido para os torcedores goianos é Wagner Lopes, que foi técnico do Atlético Goianiense (2014, 2016 e 2018-2019) e do Goiás (2015). Antes de passar pelos clubes goianos, ele defendeu a seleção japonesa na Copa do Mundo de 1998, como jogador.

Dos grandes da capital, o Vila Nova não fica de fora do intercâmbio: nesta última semana, o Tigre emprestou, por uma temporada, o zagueiro Weverton, de 23 anos, para o clube da primeira divisão japonesa, o Kyoto Sanga.

As trocas continuam também no comércio internacional. Em 2025, Goiás exportou US$ 168,9 milhões para o mercado japonês, e os produtos no topo das negociações foram soja, carne de frango, farelo de soja, café e vermiculita. O maior destaque pertence às importações: o Estado foi destino de US$ 335,3 em produtos importados. A presença japonesa no mercado goiano foi mais forte em setores de alta tecnologia, principalmente nas áreas automotiva e farmacêutica.

Vende-se ouro – O jogo protagonizado pelo Brasil e pela Escócia pela última rodada da fase de grupos cravou a liderança da Seleção no grupo C com o placar de 3 a 0. Essa foi a quinta vitória consecutiva no histórico entre as seleções. A sequência começou no embate de 82, o segundo confronto entre as equipes, e desde então, o Brasil permanece invicto contra os highlanders.

Apesar do resultado no esporte, ambos saem ganhando no comércio internacional. Considera-se que a Escócia é parte integrante do Reino Unido, que foi destino de US$ 243,7 milhões em exportações goianas como ouro em barras, carnes bovinas congeladas e ferro-níquel. Já Goiás importou um total de US$ 15,5 milhões em medicamentos, controladores programáveis e ferramentas de embutir, de estampar ou de puncionar.

Conexão interatlântica – O Marrocos foi o primeiro adversário da Seleção na fase de grupos, e o jogo terminou em 1 a 1. Camisa 7 do Brasil, Vini Jr. cravou o gol brasileiro aos 32 minutos do primeiro tempo, mas na parceria internacional, açúcares de cana, carnes desossadas de bovinos e bovinos vivos foram os grandes craques do comércio de Goiás com o País africano em 2025.

O Estado arrecadou US$ 48,4 milhões em produtos exportados, contra US$ 1,4 milhão importados, com foco principalmente em fertilizantes. No histórico entre as seleções, os times acumulam uma vitória cada, além do empate mais recente na Copa.

A vantagem pode vir para Goiás com a expansão de comércio internacional para produtos Halal, um mercado que rendeu US$ 1,63 bilhão em 2025. Ao todo, foram US$ 740.7 milhões de exportações para países em que a certificação Halal é exigida para determinados produtos, além de US$ 896,2 milhões para países sem obrigação legal, mas que consomem, como o próprio Marrocos.

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